"Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. Eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou eu disse uma coisa:
'Eu me sinto infinito'."
Infinito.
É o jeito que você se sente quando termina de ler "As vantagens de
ser invisível". E depois de se sentir assim, você passa vários dias
pensando nele, pensando nas coisas que você leu e aprendeu com esse
livro.
Charlie,
o personagem que conhecemos nessa história, é um garoto ingênuo de 15 anos que
enfrenta o suicídio de seu melhor amigo, primeiro amor e uma doença
enquanto tenta encontrar um grupo ao qual pertença.
O livro é
formado por cartas que são endereçadas a um "Querido Amigo",
nelas ele conta o que aconteceu na vida dele. Um jeito que ele encontra de
desabafar com alguém que não possa julgá-lo, até porque esse "Querido
amigo" nunca o viu e nem sabe quem ele é. E é por essas cartas que
muitas vezes o leitor acaba sentindo que faz parte do livro, ele acaba sentindo
que essas cartas são endereçadas a ele.
Durante a
história você sente uma grande mistura de sentimentos. Alegria e tristeza são
alguns dele. Consegui dar boas risadas em algumas partes enquanto
me emocionava com outras.
Eu já vi
esse livro sendo considerado "Um dos melhores livros que eu já li"
ou "O melhor livro que eu já li", e eu não digo o contrário.
Stephen Chbosky é um ótimo escritor. Ele conseguiu fazer com que eu me
apaixonasse por Charlie em apenas 223 páginas, mesmo ele sendo tão ingênuo, e
algumas vezes bobo. Mas é isso que nos faz gostar de Charlie. Ele é diferente.
Ele é "invisível". É impossível começar outro livro e sentir a
mesma coisa que você sente com esse.
E também
é impossível, principalmente agora, falar desde livro sem falar da adaptação
que estão fazendo dele para o cinema. O filme é baseado no livro, Charlie é
interpretado por Logan Lerman. No elenco também estão Emma Watson e Ezra
Miller, como Sam e Patrick respectivamente. Com o trailer, abaixo, podemos ver
que o filme segue bem a história do livro. Agora é só esperarmos
para vê-lo nas telas, mas enquanto não chega podemos nos contentar com o
livro.
"Mas,
principalmente estava chorando, porque, de repente,
tive consciência do fato de que eu estava de pé em um túnel, com o
vento batendo no meu rosto. Não importava que eu visse a cidade. Nem mesmo que
eu pensasse nisso. Porque eu estava de pé no túnel. E eu realmente estava ali.
E foi o suficiente para que eu me sentisse infinito."
Então é isso, essa foi a minha resenha de "As vantagens de ser invisível". Volto no próximo post com mais uma resenha pra vocês, eu espero. Beijo pra quem fica e espero que tenham gostado.
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